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Recomendação aos produtores de Shiitake e Pleurotus

Antes de fazer a recomendação começo pela observação.
Tenho visto, embora que poucos, cogumelos a que chamo de “guelras” nalguns mercados tradicionais.
Do que observo consigo tirar 3 conclusões.

1ª conclusão: Há cada vez mais produtores iniciantes
Há mais oferta reflexo do crescente número de produtores. Contudo não me parece que o consumo tenha acompanhado esse crescimento.
Recomendação: Uma distribuição desfragmentada e a penetração de produtores de ocasião aflitos com o escoar da suas próprias produções pode levar desbaratar da oferta em situações pontuais. Pode ser um perigo eminente aos produtores estabelecidos.

2ª conclusão: Pouco cuidado na limpeza, calibração e qualidade dos frutos!
Tenho visto frutos oxidados (demasiada humidade), frutos desidratados, frutos envelhecidos (colheita tardia) e até podres. Os casos frequentes são os frutos de colheita tardia com as bordas levantadas para cima e as guelras! Não esquecer que o cogumelo depois de apanhado continua a “crescer” e só através de um choque térmico é possível desacelerar o seu envelhecimento. As guelras, característica menos evidente a olho nú vão contribuir para uma má experiência do consumidor. Essa má experiência fará o consumidor não querer repetir pois comer um cogumelo em que 2/3 são guelras é desagradável. Guelras não são carne e infelizmente abundam Pleurotus cujo corte transversal evidencia mais de 2/3 devido aos descontrolo da evaporação nas salas de cultivo.
Recomendação: Cortem os caules e mentalizem-se que os rácios de produção se situam entre os 12% e 15% de cogumelos limpo. Ainda há por aí boa gente que pensa em vender caules sonhando que tudo se vende dos 40% brutos que colhe por tonelada de substrato.

3ª conclusão: Educação do vendedor e consumidor deficiente.
Vi cogumelos embrulhados em celofane, fora de murais de frio. Outras vezes cheguei a vê-los no mural do frio ao lado de alfaces e a serem nebulizados com água com um aspersor.
Recomendação: Convém educar as pessoas nos pontos de venda. Cogumelos são produtos altamente perecíveis e ainda implica que o consumidor os transforme antes de consumir, logo ónus e risco acrescido. Não se deve de maneira alguma pulverizar com água cogumelos e mantê-los à temperatura ambiente. Potenciamos a evaporação, mais guelras e a oxidação do fruto se maltratar-mos o produto deste modo. Para conservar cogumelos a melhor forma de o fazer é mantê-los no frio a 4ºC e se possível cobertos com papel (para reter a humidade e desacelar a evaporação).

Pergunta do dia: Produzir Shiitake a larga escala

Como produzir shiitake em grande escala?

A resposta é: Usar substratos artificiais invés de usar troncos de madeira.

Querem um exemplo real?
www.champi.fi

O maior produtor de shiitake europeu é finlandês e é detentor da patente e formula mais bem guardada que emprega nas suas explorações de shiitake. A empresa tem pouco mais de 20 anos e utiliza as tecnologias mais recentes da industria. A linha de produção de toras artificiais para produzir shiitake assemelha-se a uma linha de montagem automóvel toda automática e robotizada.

www.polarshiitake.com

Células produtivas de Shiitake

Ainda antes que as minhas células produtivas de Shiitake estivessem 100% colonizadas resolvi submeter uma delas à indução de fruticação. Isto para provar a um leitor do blog que me disse que é impossível produzir shiitake em coprolite de pinho!

Pois aqui está o tira-teimas 3 dias depois de submeter uma célula produtiva de Shiitake ao um choque térmico de 24 horas a 3ºC.

Nem me dei ao trabalho de colocar a célula dentro de uma caixa, de plástico transparente, com perlite húmida no fundo de modo a desacelerar a evaporação dos frutos…

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Como produzir células produtivas de Shiitake (método guerrilha zero fracasso)

Como produzir células produtivas de Shiitake (método guerrilha zero fracasso)

Este é um método testado e desenvolvido por mim que concentra várias técnicas de diferentes métodos. Tem uma taxa de sucesso de 100%. Não há necessidade de pasteurizar o substrato desde que se empregue as aparas de madeira esterilizada que se compram nos fornecedores de produtos para cavalos.

É a chamada “copolite” e eis aqui uma imagem:

Custa aproximadamente 14 euros (+IVA) . É composta por aparas de madeira especificamente cortadas e preparadas em ambiente limpo e estéril.

Mergulhamos a copolite durate 4 horas em água. Atenção ao PH da água que deve estar compreendido entre 5 a 6.5. Escorremos o excesso de água e enchemos sacos ou mangas com 30 centímetros de diâmetro e 60 centímetros de altura.

Com o auxilio de um tubo fazemos uma cavidade que atravesse o miolo do saco. Fechamos o saco com o auxilio de pequenos gargalos de tubo com 5 a 8 centímetros e diâmetro superior ao tubo que permanece no miolo. Retiramos o tubo do miolo e enchemos com o spawn.

Depois tapamos o gargalo com papel higiénico ou similar.

Ao cabo de 8 a 10 semanas podem induzir a frutificação.

Com um saco de copolite é possível produzir 50 células. Cada célula tem um peso aproximado de 2,5 Kg (fresco). Foram incubados a uma temperatura média de 18ºC (ambiente) sendo que a actividade do micélio no substrato chegou a picar nos 26ºC. Não houve qualquer tipo de foto estimulação durante a incubação.